terça-feira, 31 de julho de 2007

E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade
A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol
Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...
Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar






Tempestades em torno ao Guardaful...
E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...
E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...























Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...

Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...

Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,

Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir

E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.





segunda-feira, 30 de julho de 2007

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A certos momentos do dia
recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará
desta vida aos bocados,
deste auge,
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Desta estrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada,

deste aviso, Desta turbulência tranqüila de sensações

desencontradas, Desta transfusão, desta insubsistência, desta

convergência iriada, Deste desassossego no fundo de todos os

cálices, Desta angústia no fundo de todos os prazeres, Desta

saciedade antecipada na asa de todas as chávenas, Deste jogo

de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as

Canárias. Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não

sei se sinto de mais ou de menos, não sei


Álvaro de Campos

Topo de Perú